Descobrir que você precisa passar por uma histerectomia — a cirurgia para retirar o útero — costuma mexer profundamente com os sentimentos de qualquer mulher. É perfeitamente normal que passem mil coisas pela sua cabeça: Será que vou engordar? Vou entrar na menopausa imediatamente? Como fica minha vida sexual depois? Quanto tempo vou demorar para me recuperar?
A verdade é que a palavra “histerectomia” carrega muitos tabus, mitos e informações confusas espalhadas pela internet. Quando não temos as respostas certas, o medo assume o controle.
Pensando nisso, preparamos este guia completo, leve e direto ao ponto. Aqui, vamos conversar abertamente sobre tudo o que envolve essa cirurgia. Você vai entender por que ela é indicada, como funciona a recuperação, o que muda (e o que não muda!) no seu corpo e como esse procedimento pode ser o início de uma vida livre de dores e sangramentos.
Qual é o médico que realiza histerectomia?
A histerectomia é um procedimento cirúrgico de grande importância na vida da mulher. Por isso, a escolha do profissional que vai te acompanhar faz toda a diferença para o sucesso da cirurgia e para a sua tranquilidade mental. O especialista indicado para avaliar a necessidade, indicar o melhor método e realizar a cirurgia é o ginecologista cirurgião.
Conheça a Dra. Raphaella Plech
A Dra. Raphaella Plech é médica ginecologista dedicada a cuidar da saúde íntima feminina de forma humanizada, com vasta experiência em procedimentos cirúrgicos ginecológicos minimamente invasivos, principalmente histerectomias. Com uma visão moderna da medicina, a Dra. Raphaella acredita que a decisão por uma histerectomia deve ser tomada a quatro mãos, ouvindo os desejos, os medos e os planos de cada paciente.

Veja o relato de quem já passou por esse cuidado nas mãos da Dra. Raphaella:
“Passei anos sofrendo com miomas e sangramentos intensos que me deixavam com anemia. Sentia muito medo de operar, mas a Dra. Raphaella me acolheu, explicou tudo sem pressa e realizou minha histerectomia por videolaparoscopia. Hoje não sinto mais dor e recuperei completamente minha qualidade de vida!” – Cláudia M., 44 anos
“Eu achava que retirar o útero mudaria meu casamento ou me faria envelhecer rápido. A Dra. Raphaella desmistificou tudo na consulta. A cirurgia foi um sucesso, minha recuperação foi super tranquila e meu único arrependimento foi não ter feito antes.” – Luciana T., 49 anos
Afinal, o que é a histerectomia?
Para começar sem complicações: a histerectomia é o nome médico dado à cirurgia de remoção do útero.
O útero é o órgão oco e musculoso onde o bebê se desenvolve durante a gravidez e de onde vem a menstruação todos os meses. Quando ele apresenta problemas que não melhoram com remédios ou outros tratamentos mais simples, a retirada do órgão passa a ser a solução definitiva e eficaz.
É importante saber que existem diferentes formas de realizar essa cirurgia, e ela pode ser total ou parcial, dependendo da necessidade de cada mulher.

Quais são os tipos de histerectomia?
A histerectomia não é igual para todo mundo. O médico escolhe o tipo da cirurgia de acordo com a doença que está sendo tratada.
Dividimos a histerectomia em três tipos principais:
- Histerectomia Total: É a remoção completa do útero, incluindo o corpo do órgão e o colo do útero (aquela parte mais baixinha que fica no fundo da vagina). É o tipo mais comum de cirurgia.
- Histerectomia Subtotal (ou Parcial): Retira-se apenas o corpo do útero, mantendo o colo do útero preservado.
- Histerectomia Radical: É uma cirurgia mais ampla, usada geralmente em casos de câncer. Nela, retira-se o útero, o colo do útero, a parte superior da vagina e tecidos ao redor.
Importante: Os ovários e as trompas são órgãos diferentes do útero! Retirar o útero não significa obrigatoriamente retirar os ovários. Essa é uma decisão tomada separadamente entre você e a sua médica.
Quando a histerectomia é realmente indicada?
A histerectomia é considerada uma cirurgia definitiva. Por isso, na maioria dos casos benignos, ela só é indicada quando outros tratamentos (como remédios, hormônios ou pequenas intervenções) não funcionaram.
As principais situações que levam à indicação da cirurgia são:
- Miomas Uterinos: Tumores benignos que crescem no útero e causam sangramentos incontroláveis, anemia ou dores fortes.
- Endometriose Grave ou Adenomiose: Condições que provocam cólicas menstruais intensas e dores pélvicas crônicas que incapacitam a mulher.
- Sangramento Uterino Anormal: Fluxo menstrual exagerado que não melhora com o uso de medicamentos ou DIU.
- Prolapso Uterino: Quando os músculos da pelve enfraquecem e o útero “cai”, descendo pelo canal vaginal.
- Câncer Ginecológico: Tumores malignos no útero, no colo do útero, nos ovários ou nas trompas.

Como a histerectomia é feita?
Hoje em dia, a medicina evoluiu muito e existem formas bem modernas e pouco invasivas de retirar o útero. As principais vias para realizar a histerectomia são:
1. Histerectomia Vaginal
O útero é retirado inteiro através de uma abertura feita no fundo do canal da vagina.
- Vantagens: Não deixa nenhuma cicatriz visível na barriga, causa muito menos dor pós-operatória e tem a recuperação mais rápida de todas.
2. Histerectomia por Videolaparoscopia
A médica faz de três a quatro furinhos bem pequenos na barriga (de cerca de 0,5 a 1 cm). Uma microcâmera e instrumentos delicados são inseridos para soltar o útero e retirá-lo.
- Vantagens: Mínimas cicatrizes, menos dor no pós-operatório e retorno rápido à rotina.
3. Histerectomia Robótica
Funciona de forma semelhante à laparoscopia, mas os instrumentos são controlados por um robô de altíssima precisão comandado pela ginecologista.
- Vantagens: Extrema precisão cirúrgica, menor sangramento e excelente recuperação.
4. Histerectomia Abdominal (Tradicional)
É feita através de um corte na parte inferior da barriga, muito semelhante ao corte de uma cesárea.
- Quando é usada: Indicada quando o útero está muito grande ou quando existem grandes aderências e tumores.

Retirar o útero significa entrar na menopausa imediatamente?
Essa é uma das maiores confusões no consultório, e a resposta é: NÃO, desde que seus ovários sejam preservados!
Quem produz os hormônios femininos (como o estrogênio) e controla a menopausa são os ovários, e não o útero. O útero é apenas o “casulo” que responde a esses hormônios e sangra todos os meses.
- Se você retirar o útero e MANTER os ovários: Você vai parar de menstruar (já que não tem mais útero), mas NÃO vai entrar na menopausa. Seus ovários continuarão produzindo hormônios normalmente até a idade certa.
- Se você retirar o útero e TAMBÉM os ovários: Aí sim você entrará na menopausa logo após a cirurgia, pois a fonte de hormônios foi removida.
A decisão de manter ou retirar os ovários depende da sua idade, do risco de doenças e da saúde desses órgãos no momento da cirurgia.

Como fica a vida sexual depois da histerectomia?
Muitas mulheres têm medo de perder o prazer, a lubrificação ou até mesmo de alterar o formato da vagina após a cirurgia. Pode respirar aliviada: a histerectomia não estraga a vida sexual!
Na verdade, para a maioria das pacientes, a vida sexual melhora consideravelmente após a cirurgia. Pense comigo: sem sentir dores na relação, sem sangramentos inesperados e sem o medo de uma gravidez indesejada, a mulher se sente muito mais livre e confiante.
O canal vaginal mantém o seu tamanho, a sua elasticidade e a sua sensibilidade. O clitóris e as áreas de prazer continuam exatamente no mesmo lugar. A única recomendação fundamental é respeitar o tempo de repouso (geralmente de 45 a 60 dias) antes de retomar as relações sexuais para permitir a cicatrização completa do fundo da vagina.

A histerectomia faz engordar?
O ato de retirar o útero não engorda. O útero é um órgão muscular que não tem nenhum tipo de controle sobre o seu metabolismo ou sobre o acúmulo de gordura no corpo.
O que pode acontecer é que, nos primeiros dias após a cirurgia, o corpo fique um pouco inchado devido ao processo natural de cicatrização e ao repouso prolongado.
Além disso, se a mulher retirar os ovários na mesma cirurgia e não fizer a reposição hormonal adequada, as mudanças hormonais da menopausa podem desacelerar levemente o metabolismo. Porém, mantendo uma alimentação saudável e praticando exercícios físicos após a liberação médica, você manterá o seu peso sem problemas.
Como é o pré-operatório e o preparo para a histerectomia?
Para que tudo corra bem e com máxima segurança, o preparo para a histerectomia envolve algumas etapas essenciais:
- Exames de Sangue: Para avaliar anemia, coagulação e função dos rins e fígado.
- Exames de Imagem: Ultrassom pélvico ou ressonância para mapear o tamanho do útero e órgãos vizinhos.
- Avaliação do Coração: Eletrocardiograma e liberação do cardiologista para a anestesia.
- Jejum: Ficar sem comer e sem beber água por cerca de 8 horas antes da cirurgia.
- Preparo Intestinal: Em alguns casos, a médica pode indicar um remédio para limpar o intestino na véspera da cirurgia.
Serei anestesiada? Vou sentir dor durante a histerectomia?
Você não sentirá absolutamente nada durante a cirurgia.
A histerectomia é realizada sob anestesia geral ou raquianestesia/peridural combinada com sedação. O médico anestesista permanece ao seu lado durante 100% do tempo no centro cirúrgico, monitorando seus sinais vitais e garantindo que você durma um sono profundo e tranquilo.

Quanto tempo dura a internação e a cirurgia de histerectomia?
- Duração do procedimento: Em média, a cirurgia leva de 1 a 3 horas, dependendo do tamanho do útero e da técnica utilizada (vaginal, laparoscópica ou aberta).
- Tempo de internação: Para histerectomias por vídeo ou por via vaginal, o tempo de internação costuma ser de 24 a 48 horas. Em cirurgias abdominais abertas, o período pode ser de 2 a 3 dias.
Como é o pós-operatório e a recuperação da histerectomia em casa?
O pós-operatório da histerectomia exige paciência e carinho com o seu corpo. A recuperação varia de acordo com a técnica utilizada:
- Cirurgia por Vídeo ou Vaginal: A recuperação é mais rápida, girando em torno de 15 a 30 dias de repouso moderado.
- Cirurgia Abdominal Aberta: Exige um repouso um pouco mais prolongado, de 30 a 45 dias.
Cuidados essenciais para a sua recuperação da histerectomia:
- Evite carregar peso: Nada de pegar sacolas pesadas, baldes de água ou crianças no colo nos primeiros 45 dias. Qualquer objeto acima de 5 kg é considerado pesado.
- Caminhadas leves: Fazer pequenas caminhadas dentro de casa ajuda a circulação do sangue e previne a formação de coágulos (trombose).
- Alimentação rica em fibras: Evite o intestino preso para não fazer força ao evacuar. Beba bastante água e coma frutas e vegetais.
- Cuidados com os curativos: Mantenha os cortes secos e limpos, lavando com água e sabonete neutro durante o banho.
- Nada de penetração vaginal: Não use absorventes internos, duchas vaginais e não tenha relações sexuais até a liberação expressa da sua ginecologista.

Quais são os riscos da histerectomia?
Assim como qualquer cirurgia de médio ou grande porte, a histerectomia envolve alguns riscos, embora raros quando realizada por mãos experientes em ambiente hospitalar adequado:
- Sangramentos ou hematomas.
- Infecção na cicatriz ou na região pélvica.
- Lesões acidentais em órgãos vizinhos (como a bexiga, ureteres ou intestino).
- Eventos de trombose nas pernas.
A realização rigorosa dos exames pré-operatórios e o cumprimento de todas as orientações da sua médica reduzem esses riscos ao mínimo possível.
Quando devo procurar o médico de emergência após uma histerectomia?
Durante a sua recuperação em casa, fique atenta aos seguintes sinais de alerta que exigem um contato imediato com a sua médica:
- Febre acima de 37,8 °C.
- Dor abdominal forte que não melhora com os remédios prescritos.
- Sangramento vaginal intenso (semelhante ao de uma menstruação forte).
- Saída de secreção com cheiro ruim pela cicatriz ou pela vagina.
- Falta de ar, dor no peito ou inchaço e dor intensa em uma das pernas.

Resumo rápido sobre histerectomia para tirar qualquer dúvida
- Vou continuar menstruando? Não. Sem o útero, o sangramento menstrual deixa de existir.
- Vou poder ter filhos depois? Não. A histerectomia é um procedimento definitivo e encerra a capacidade reprodutiva.
- A vagina fica “aberta” por dentro? Não. O fundo da vagina é costurado com fios absorvíveis, criando uma “parede” totalmente fechada e segura.
- O corpo fica “vazio”? Não! Os intestinos e outros órgãos pélvicos se reacomodam naturalmente no espaço.
Conclusão: uma vida nova sem sangramento e sem dores te espera
Decidir fazer uma histerectomia pode ser um processo delicado, mas para a grande maioria das mulheres, ela representa o fim de anos de sofrimento, dores incapacitantes, anemias profundas e noites mal dormidas.
A cirurgia não retira a sua feminilidade, não altera a sua identidade e não diminui o seu valor como mulher. Ela é apenas um tratamento médico moderno para devolver a sua saúde e a sua disposição para curtir a vida ao máximo.
Se você recebeu a indicação para uma histerectomia ou sofre com sintomas que estão destruindo o seu bem-estar, dê o primeiro passo. Agende uma consulta com a Dra. Raphaella Plech, tire todas as suas dúvidas com calma e descubra o caminho mais seguro e acolhedor para cuidar do seu corpo!
